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Cotidianas

- Guaxupé

Evento na Faop unidade Guaxupé celebra comunidade sírio-libanesa

29 de dezembro de 2025

Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural celebram comunidade sirio-libanesa de guaxupé

No dia 12 de dezembro de 2025, foi realizada a última Divina Liturgia de São João Crisóstomo do ano na Igreja Ortodoxa Antioquina de Santo Elias, em Guaxupé/MG, celebração marcada por profundo significado religioso, cultural e comunitário. O evento contou com a presença do Conselho Deliberativo Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural de Guaxupé, reafirmando o reconhecimento institucional da relevância histórica e imaterial da comunidade sírio-libanesa no município.

Ao término da celebração litúrgica, realizou-se uma confraternização cultural e gastronômica, com a participação da colônia sírio-libanesa, membros da comunidade local e fiéis oriundos dos municípios de Belo Horizonte/MG, Caxambu/MG, Juruaia/MG e Ribeirão Preto/SP. A atividade integrou o Festival do Chancliche, promovido pela Prefeitura Municipal de Guaxupé, em parceria com o Conselho Deliberativo Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural, nas dependências da FAOP ( Fundação de Arte de Ouro Preto )  Unidade Guaxupé.

O evento teve como destaque a valorização do jeito de fazer, do queijo árabe, também conhecido como chancliche, alimento tradicional da cultura sírio-libanesa, cuja produção artesanal constitui um importante saber-fazer transmitido entre gerações, configurando-se como patrimônio cultural imaterial do municipio. Durante a atividade, o Chef de Cozinha Cássio Zeitune apresentou aos participantes as etapas de produção do chancliche, os ingredientes utilizados, seu contexto histórico-cultural e os modos tradicionais de preparo.

Foi ressaltado que o chancliche não possui um método único de fabricação, pois cada família preserva sua própria forma de produzi-lo, o que resulta em diferentes sabores, aromas e texturas. Essa diversidade evidencia o caráter artesanal da iguaria e reforça seu valor como expressão viva da identidade cultural sírio-libanesa. Destacou-se, ainda, o aspecto simbólico atribuído ao alimento, segundo o qual o consumo do chancliche carrega não apenas seus sabores, mas também a memória, a dedicação e a energia daquele que o produziu.

Os participantes puderam degustar as tradicionais comidas árabes, vivenciando uma experiência cultural e gastronomica que promoveu o jeito de fazer o queijo árabe, a preservação, difusão e salvaguarda dos saberes gastronômicos da comunidade sírio-libanesa, fortalecendo o vínculo entre patrimônio, identidade e pertencimento.

A realização integrada da celebração religiosa e do festival gastronômico reafirma o papel da Igreja Ortodoxa Antioquina de Santo Elias como espaço de referência espiritual, cultural e gastronomica, contribuindo significativamente para a manutenção do patrimônio imaterial no município de Guaxupé e para o fortalecimento das políticas públicas de valorização da diversidade cultural, atendendo aos critérios de reconhecimento exigidos pelo ICMS Patrimonial e Cultural.

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