Polícia & Bombeiros
Radares de velocidade viram alvo de criminosos por causa do alto valor dos equipamentos
27 de julho de 2026
Veja a matéria completa em vídeo abaixo:
Os radares de fiscalização eletrônica instalados em rodovias e áreas urbanas têm se tornado alvo de criminosos devido ao alto valor dos equipamentos e dos materiais utilizados em sua fabricação. Além de prejudicar a fiscalização do trânsito, os furtos e atos de vandalismo geram prejuízos aos cofres públicos e comprometem a segurança nas vias, reduzindo a capacidade de monitoramento da velocidade dos veículos. De acordo com informações, um radar pode custar entre R$ 100 mil e mais de R$ 150 mil, dependendo do modelo. Os aparelhos contam com câmeras, processadores e metais de alto valor comercial, como cobre, prata, ouro, paládio, platina, níquel, chumbo e estanho, o que desperta o interesse de quadrilhas especializadas em furtar e revender esses componentes no mercado ilegal. Além dos prejuízos financeiros, quem furta ou danifica radares pode responder por crimes como furto qualificado, dano ao patrimônio público e, em alguns casos, receptação. Conforme o enquadramento previsto na legislação, as penas podem chegar a oito anos de prisão, além de multa e da obrigação de reparar os danos causados ao patrimônio público. Autoridades também têm reforçado a proteção desses equipamentos para dificultar a ação dos criminosos.